“Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” — Isaías 53:5
Nesta sequência de 14 perguntas e respostas sobre o detalhamento da crucificação de Jesus vamos ver o que exatamente aconteceu e o que Cristo teve que suportar por amor, para nos salvar da condenação eterna.
Os relatos a seguir foram captados de relatórios médicos baseados nos relatos históricos e bíblicos daquela época.
1) Quantas chicotadas Jesus levou?
Diferente da punição judaica, que tinha limite de 40 chicotadas menos 1 (39), os romanos costumavam punir – flagelar seus criminosos – até quase o colapso, ou seja, perto da morte, mas sem matar.
Portanto a punição romana não estipulava um número específico de chicotadas e sim, a condição do apenado.
No açoitamento romano a pessoa era espancada e golpeada com selvageria. Neste sentido estima-se que Jesus tenha levado mais de 40 chicotadas, apesar de os relatos não apresentarem o número.
2) Quantos carrascos se revezaram?
A Bíblia não diz. Algumas reconstruções históricas sugerem 2 executores se revezando nos golpes até que o apenado chegasse a exaustão pela dor.
3) Qual o tipo de chicote usado?
Na punição que o prefeito romano Pôncio Pilatos determinou a Jesus, provavelmente foi utilizado o flagrum ou flagellum (também chamado scourge). Esse chicote tinha múltiplas tiras com pequenas bolas de metal e fragmentos de ossos em suas pontas, que aumentavam ainda mais o sofrimento e agonia do flagelado.
4) Até que camada da pele as chicotadas podiam penetrar?
Os golpes com o flagellum podia rasgar a epiderme, a derme e o tecido subcutâneo. E, em flagelações severas, atingir a camada de músculo superficial deixando a carne exposta e podendo atingir nervos.
5) Músculos e tendões expostos eram possíveis?
De acordo com análise médica documental, em flagelação severa é possível que músculos, tendões e nervos ficassem expostos causando dor excruciante e até sequelas irreversíveis.
6) Quanto sangue poderia se perder em um açoitamento como o de Cristo?
Um adulto tem algo em torno de 5 litros de sangue (aproximadamente, variando com o peso). De acordo com a medicina do trauma uma perda de 750 ml já é significativa; 1,5–2 litros podem levar a choque grave.
No caso de uma flagelação severa como a descrita para Jesus, muitos médicos e estudos falam em “perda apreciável de sangue” e possibilidade de choque hipovolêmico. Sendo o choque uma possível causa do colapso que levou aos soldados romanos a ordenares um homem a ajudar Cristo a carregar a peça de madeira.
Neste sentido a perda de sangue de Jesus poderia ir de centenas de mililitros até talvez mais de 1 litro, dependendo da severidade
7) Qual distância Jesus teve que percorrer carregando a cruz e qual o peso?
Jesus caminhou da fortaleza de Pilatos até o Golgotha (local da crucificação) cerca de 1 km.
Ele fez esse percurso carregando o patibulum, que era uma trave horizontal que fazia parte da cruz. Esta peça de madeira tem o peso estimado de 50 kg.
8) Mesmo debilitado e quase morto era possível carregar um peso tão intenso?
Sim, mas com extrema dificuldade — e os evangelhos mostram que Simão o Cireneu foi forçado a ajudar Jesus.
Na tradição da Via Dolorosa, Simão entra por volta da “quinta estação”, aproximadamente depois de parte relevante do trajeto.
Isso leva a crer que Simão ajudou Jesus por metade ou mais do percurso restante.
9) Qual o nível da dor que Cristo teve que suportar durante o percurso da Via Dolorosa?
Extremo. Entre os maiores sofrimentos físicos imagináveis. A palavra “excruciante” vem literalmente de “da cruz”.
As costas de Jesus estavam em carne viva após as chicotadas que rasgaram sua pele e tecidos. Havia ainda os ferimentos provocados pela coroa de espinhos; sua barba foi arrancada a mão pelos guardas que também o golpearam com pedaços de madeira enquanto ainda estava na fortaleza de Pilatos.
Vale lembrar que, durante o percurso da Via Dolorosa, Jesus teve que suportar toda essa dor acumulada enquanto carregava uma trave de 50kg apoiada em seu ombro.
10) Quando os cravos prenderam Jesus na madeira da cruz, quanto mais de sangue ele pode ter perdido?
Provavelmente menos do que na flagelação. Cravos em punhos/pés poderiam sangrar, mas grandes vasos talvez não tenham sido seccionados. Mais trauma e dor do que hemorragia maciça.
Os Evangelhos afirmam que Jesus foi pregado nas mãos e nos pés.
As mãos, muitos historiadores e médicos consideram mais plausível que tenham sido furadas por cravos na região do punho (ou na transição mão-punho/antebraço distal), porque isso sustentaria melhor o peso do corpo.
Os pés, no modelo tradicional, teria sido um pé sobre o outro, com um cravo atravessando ambos. Com base no achado arqueológico de um crucificado do século I, alguns propõem fixação pela região dos calcanhares/lateral dos pés junto ao madeiro.
O processo foi da seguinte forma:
Braços estendidos no patibulum (trave horizontal); cravos nos punhos/mãos; a cruz é erguida; pés presos por cravo(s) ao madeiro vertical.
Às vezes romanos também usavam cordas junto com cravos.
11) Na Cruz como Cristo fez para conseguir respirar?
Sem contar a dor absurda que estava sentindo, na cruz, o estresse nos músculos peitorais de Jesus travou seus pulmões na posição de inalar. Sendo assim ele teria que empurrar com os pés para cima, (vale lembrar que os pés estavam atravessados por cravos); raspar suas costas dilaceradas na madeira da cruz várias e várias vezes; forçando uma melhor posição para poder respirar.
Cada vez que fazia isso aumentava ainda mais sua dor e agonia e o aproximava mais da exaustão.
12) Qual a real causa da morte de Jesus?
Foi uma combinação de fatores que levaram a morte de Cristo, tais como:
- Choque hipovolêmico (perda de sangue)
- Exaustão extrema
- Insuficiência respiratória/asfixia progressiva
- Possível colapso cardíaco
13) Em qual momento a estocada com a lança foi dada em Jesus? Ele já estaria morto?
Depois de Jesus declarar e entregar o espírito, ele recebeu o golpe da lança do soldado.
O texto da bíblia indica que já estava morto; a lança foi para confirmar.
Sangue e água saíram de seu lado como resultado de um derrame pericárdico.
O derrame pericárdico é acúmulo de líquido no pericárdio, a membrana/saco que envolve o coração, o que poderia facilmente ter sido causado pelas condições extremas do processo de crucificação de Cristo.
14) Jesus poderia ter escapado vivo da crucificação?
Levando em conta todos os fatores físicos e os ferimentos internos e externos, seria impossível um ser humano – por mais saudável e resistente que fosse – escapar com vida depois de uma sequência de danos físicos como essa.
Se houvesse o caso de algum réu de crucificação conseguir escapar vivo – nunca houve relato neste sentido – ele deveria ser executado na mesma hora.
Para finalizar esse relato intenso de tudo o que Jesus sofreu, é importante entender que ele passou tudo isso por mim e por você. Foi por nós. Para que hoje você tivesse a opção de crer em Cristo e não receber a condenação eterna de que nós éramos participantes por causa do pecado.
O sofrimento DEle não foi em vão. Veja o que diz em João 5:24 “… quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.”.
Foi por você!
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